luciano bachmann

Um site (blog) onde escrevo algo de vez em quando.....:)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cactos – Barram as ondas eletromagnéticas

Esta reportagem foi algo de dar risada, na primeira vez que eu li, ainda mais na revista Veja. Eu não estava acreditando que tal informação poderia ser divulgada numa revista de grande circulação com a Revista Veja. Enfim, foi!
Deixei pra lá. Pensei que isto foi um descuido pontual.
Para deixar um pouco mais claro, ondas eletromagnéticas podem ser barradas por cactos sim, sabe como? Fazendo sombra, por exemplo. Você coloca um cacto no sol ou na frente de uma TV e o local onde o cacto faz sombra as ondas eletromagéticas não esta chegando, mas isto é válido somente para algumas ondas eletromagéticas, aquelas que nós chamamos de ondas visíveis (ao olho humano). Agora, se você acha que estes mesmos cactos barram ondas eletromagéticas do nosso celular, verifique se o seu cel. possui sinal e depois coloca ele atrás do cacto e veja se você ainda consegue receber alguma sinal. Tente até fazer uma ligação. Claro que você conseguirá, pois cactos não barram este tipo de ondas eletromagéticas.
Este papo de cactos barrarem ondas eletromagéticas de TV, microondas, etc. é papo furado. Fiquei triste em ver este assunto ser difundido pela internet mesmo antes da divulgação da Veja.
Acho que até o brilhante reporter pescou isto da rede.
Como já dizia o Carl Sagan, estamos num mundo assombrados por demônios. Para quem não entendeu esta frase, leia as obras deste autor.

Escrevi somente agora este texto sobre os cactos porque li outra baboseira que é um péssimo exemplo de divulgação científica.
http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/04/revista_veja_fail_ao_quadrado.php

Enfim, quem quer saber se aquelas bolinhas (vide link anteior) são pontes de hidrogênio, genes, DNAs, cromossomos, etc.? Quem quer saber? Quem?
ninguém! Estatisticamente falando, ninguém

domingo, 1 de março de 2009

Mudanças climáticas

Continuando a postagem anterior sobre os modelos futuristas que apontam cada vez mais os dias catastróficos de um futuro eminente, venho aqui destacar a opinião do Prof. José Carlos de Azevedo.
Quem não leu sugiro dar uma espiadinha no jornal da Folha, 25 de Fevereiro de 2009, na página A3 intitulado "Ninguém sabe".  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/indices/inde25022009.htm
Existem outros pontos que podem ser vistos no link:
Eu como pequeno expectador fico apenas avaliando e tirando as minhas próprias conclusões.
Antes de tomar partido por um lado ou por outro eu fico mais preocupado em não cometer um erro. Provavelmente um está errado, mas pior é se ambos os lados estiverem errados nas suas opiniões; aí é melhor ficar de fora mesmo. 

Depois de quatro horas de viagem, trânsito para chegar até o hotel e me preparar para a dia seguinte onde teríamos um Workshop sobre Mudanças Climáticas, encontro um velho amigo com o Jornal do dia sob o suvaco
Sabendo que eu dispenderia dois dias sobre o futuro do planeta ele destacaou a página A3 para mim e alertou: leve para o hotel, leia e reflita sobre este ponto, não sou contrário e nem favorável mas devemos diferenciar pessoas sérias dos agitadores e oportunistas. 
Hoje entendo o que ele quis dizer.

  

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O mar esta subindo por causa da expansão térmica da água?

Para a recente reportagem publicada no caderno de Ciência da Folha de São Paulo (22 de Fevereiro de 2009) sobre elevação do mar devido ao aquecimento, novos pesquisadores apresentam teorias mais novas ainda. Como físico até consigo acreditar que a expansão térmica pode contribuir para a elevação do nível do mar. Pelas contas rápidas, que eu imaginei na minha cabeça e lembrei dos meus livros textos, numa elevação de 25 graus a densidade varia na segunda casa depois da vírgula e o seu volume variaria algo em torno de 3%. Veja bem, estou chutando uma elevação térmica de 25 graus, a elevação da temperatura prevista para 2100 é bem menor que isto.
Enfim, acho o texto muito suspeito e não encontrei o artigo científico publicado pela Sra. Anny Casenave que explique com mais detalhes esta elevação de 20% no nível do mar devido a "expansão térmica" da água.
Coloco aqui a minha sugestão para a equipe de redação do caderno de ciência: coloque a referência completa da fonte; aquelas letras miúdas no final da matéria agradam aproximadamente uns 0,001%  de leitores que gostariam de algo mais detalhado sobre o assunto.
Outra coisa que também não gostei é o exemplo da panela de pressão. A figura mostra uma expansão de, mais ou menos, 1/3 no volume da água quente. Gostaria de saber as condições em que isto ocorre na água líquida. Achei isto um exagero e quem viu esta figura e nunca esquentou uma água para fazer um café, até pode imaginar que a  chaleira (meio cheia ou meio vazia de água) transbordaria antes da água  ferver.  A solução simples para melhorar o entendimento de fenômenos básicos através de experimentos, diagramas, figurinhas, como estas da panela de pressão é a revisão por um professor de física mediano. Eu acredito que vocês possam montar uma rede de contatos com vários pesquisadores, onde estes possam revisar, dar opiniões sobre matérias como estas. Não sou especialista em divulgação científica mas sei quando não é uma boa divulgação.
(texto enviado para  ciencia@uol.com.br  e ombudsman@uol.com.br em 24 de fevereiro de 2009)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

XI Encontro de Pesquisa de Ensino de Física - Curitiba

Nesta semana 21 a 24 de outubro participei no XI EPEF aqui em Curitiba. Pude tirar várias conclusões desta área de pesquisa e uma delas é a grande paixão que os físicos/pedagogos possuem em relação as suas "amostras". Eu como físico experimental, na maior parte do tempo, tinha um certo apreço pelas minhas amostras também.

Mas, neste caso, em ensino de física o apreço é bem maior e mais justificado, ainda mais quando se trata de crianças do ensino fundamental I (1 ao 5 ano). Na abertura, já percebo um certo interesse pelas "amostras" mais bonitinhas, palavras da própria Anna Maria, conferencista de abertura do encontro. Mas na minha opinião o ponto alto do congresso ocorreu quando descobri que estas "amostras" bonitinhas não são somente bonitinhas mas elas também pensam.... e pensam muito mais que as "amostras"  de maior idade. 

Vou relatar com mais detalhes um outro relato apresentado pelo autor do trabalho Marcos Rocha com o título "Educação científica na parceria entre o museu de ciência e a escoa nas series inicias do ensino fundamental”. Aproveito para aumentar mais um ponto, já que eu estou contando o conto.

Segundo o Marcos Rocha uma “amostra” bonitinha de 8 anos de idade observa atentamente uma demonstração do funcionamento da asa de avião. Após o término da explicação realizada pelo colega e monitor do museu de ciência, a referida “amostra” resolve fazer uma pergunta: E se o avião virar de cabeça para baixo, ele não consegue mais voar? Segundo o autor, o pânico entre os monitores foi geral, tremedeira nas pernas, outros correndo para o banheiro, e o monitor que estava com a “amostra” na mão teve que dar uma resposta. Claro que deu a resposta errada, pois o problema é mais complexo que parece num primeiro momento.

É isto, o encontro chega ao final e levo esta lembrança!!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Exp. 4) Caleidoscópio


A palavra caleidoscópio é originária do grego Kalos, que significa “bonito”, do indo-europeu Eidos, que significa “forma”, e do grego Scope, que significa “ver”. Este artefato foi inventado em 1816 pelo físico David Brewster.

Experimentar

Materiais: Três espelhos (sugestão: 30x10cm), fita adesiva e cola de silicone. Cole os três espelhos, com as faces espelhadas para o centro, de forma que forme um prisma. Pronto! O seu caleidoscópio já está montado! Observe pequenas imagens ou letras através do seu caleidoscópio ou feche uma extremidade e preencha-o com miçangas ou picotes de papéis coloridos. As fotos apresentadas foram obtidas de um caleidoscópio maior.

O que está

 acontecendo?

Com algum objeto no interior do caleidoscópio, há várias reflexões deste objeto pelos três espelhos. Ao olhar para o interior do caleidoscópio, ver-se-á o objeto, sua primeira reflexão pelos três espelhos, as segundas reflexões, etc. até onde o ângulo de visão permitir ou tiver intensidade luminosa suficiente para que sejam vistas as imagens refletidas. No diagrama ao lado, estão exemplificados três pontos (objetos) e suas imagens formadas nos três espelhos.




Exposicão de óptica na Casa da Ciência da P. M. de Ribeirão Preto


Ate este final de ano se encontra na Casa da Ciência Galileu Galilei (Ribeirao Preto /SP) a exposição "Luzes, Física e Ação". 


Nesta exposição estão expostos vários experimentos que o visitante pode interagir e reproduzir os experimentos tanto lá, na exposição como em casa ou outro lugar. Um exemplo é a formação do arco íris: na exposição o visitante tem uma explicação da formação do arco íris e simulação numa cuba de água (vide figura), mas por outro lado ele pode fazer este experimento no seu próprio quinta utilizando um irrigador de jardim, como a arco íris formado nas dependências da Creche Carochinha (vide figura). Ainda sobre fenomenos opticas na natureza tambem ha na exposicao um experiimento que explica a coloracao azulada do ceu e avermelhada do por do sol.

 

Alem destes experimentos sobre os fenômenos ópticos da natureza, ensina-se também experimentos que ainda envolvem conceitos de óptica, mas que são lúdicos, como por exemplo o efeito de uma lente cilíndrica (vide figura) na inversão de determinadas letras. Estes e outros experimentos visam prender o visitante aos conceitos.

A exposição possui em torno de 30 experimentos expostos.




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 A óptica pode estar presente em nosso meio de forma muito evidente, mas a sua natureza muitas vezes não é compreendida por faltar conceitos fundamentais para o observador. Eis aqui uma oportunidade para se aproximar deste assunto... experimentar, entender e se divertir.

O objetivo deste projeto é difundir os conceitos físicos sobre a óptica para todos os visitantes da exposição “Luzes, Física... Ação”, na Casa da Ciência Galileu. Para alcançar este objetivo, o projeto atende, quando possível, aos seguintes pontos: a) apresentar os conceitos de forma lúdica e visual para despertar o interesse do visitante pelo assunto; b) apresentar um texto onde os visitantes, acompanhados pelo monitor ou não, possam entender os conceitos básicos sobre os fenômenos envolvidos; c) Utilizar materiais de custo reduzido, para facilitar a reprodução dos experimentos; d) fornecer ao visitante um jornalzinho com detalhes técnicos, para a reprodução dos experimentos e detalhes científicos, para a explicação do fenômeno.

Estes pontos não foram plenamente alcançados em todos os experimentos abordados, porém nunca deixaram de ser as metas deste projeto.

Os conceitos abordados nesta exposição estão restritos à óptica, com ênfase na radiação visível ao nosso olho (luz) e aos efeitos observados quando a luz interage com a matéria, como por exemplo, a interação do sol com as gotas da chuva no ar, na formação do arco-íris, ou interação da luz com as estruturas do nosso olho.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Povo de Luzia

... de Walter Alves Neves e Luís Beethoven Piló

Está ai oum livro que aborda uma grande descoberta da nossa história.
O assunto já foi largamente discutido no meio científico, mas este livro, na minha opinião, chega para atender a população brasileira; que gostaria de conhecer um pouco mais sobre os habitantes da américa.
veja em sequência um texto extraido do Jornal da Ciência sobre o livro:

23. Lançamento do livro “O Povo de Luzia - Em Busca dos Primeiros Americanos”, de Walter Alves Neves e Luís Beethoven Piló

Arqueólogo e geógrafo fazem em livro o primeiro relato pessoal da descoberta que mudou a pré-história brasileira Claudio Ângelo escreve para a “Folha de SP”:O paleontólogo americano Daniel Lieberman costuma dizer que, no estudo da evolução humana, você nunca deve esperar que os ossos de que dispõe respondam às perguntas que você formula. Walter Neves não escapou a essa maldição: depois de quase duas décadas medindo e escavando os fósseis humanos das cavernas de Lagoa Santa, na sua Minas Gerais natal, o arqueólogo da USP obteve mais perguntas que respostas.No meio do caminho, no entanto, os trabalhos de Neves e seus colegas ajudaram a mudar as teorias sobre a ocupação das Américas. Resultaram na afirmação, hoje lugar-comum, de que os primeiros habitantes do continente se pareciam mais com os aborígenes australianos do que com os índios atuais.Em sua gênese, no entanto, tal idéia era pura heresia. Sua legitimação envolveu, como Neves gosta de dizer, "sangue, suor e lágrimas". Essa história, um dos capítulos mais fascinantes da arqueologia brasileira, acaba de ganhar um relato em primeira pessoa, pelas mãos de Neves e do geógrafo Luís Beethoven Piló.Logo na introdução de "O Povo de Luzia - Em Busca dos Primeiros Americanos", a dupla de pesquisadores já denuncia sua mineirice: "Este livro não vai mudar radicalmente a sua vida. Na verdade, não vai mudá-la nem um pouquinho". Exagero de modéstia. A riqueza de informações da obra tem, sim, o dom de revelar ao leitor leigo um Brasil pré-histórico ao qual pouca gente tem acesso. Ajuda, assim, a suprir uma carência crônica do sistema educacional nacional: a de divulgação científica de qualidade, que ajude na formação de uma identidade cultural ao ligar o brasileiro a seu passado.Uma brasileira
(...) continua

Luciano Bachmann